Histórico

Passado de pai para filho, a arte da engenharia à arte da identidade, exposta nas entranhas, nos telhados, nas paredes, o Galpão busca as artes que possam transformar a vida de crianças, adolescentes, artistas e comunidade de um território, afogado nas mazelas labirintuosas que a história inundou”

Protagonista de vários acontecimentos, o Galpão da rua Carlos Leitão na cidade de Marabá, nasceu em meados dos anos 70, como uma pequena indústria a partir de uma idéia empreendedora de – Mestre Botelho¹; um reconhecido músico, artesão e engenheiro autodidata. Os vizinhos mais antigos contam que, na época, parecia mais uma iniciativa de um sonhador.

Durante muito tempo o galpão edificou-se como uma relevante industria especializada na produção e comercialização de portas e janelas, orientando jovens aprendizes na produção artística industrial em ferragens. Passando este ciclo empresarial o galpão foi redesenhado para outra indústria – a industria da cultura; quando foi transformado em 1997 num Galpão das Artes

Erguido por um grupo de artistas e ativistas culturais insatisfeitos com a condução da política de cultura local, incomodados com as dificuldades de acesso aos grandes centros e pela ausência de oportunidades de desenvolvimento artístico, estes idealistas se apropriarão de um espaço comum, onde passaram, a patir dali, projetar ações culturais integradas com foco na transformação da realidade local. As inquietações e os anseios individuais e coletivos impulsionaram, nesse momento, um processo de construção de uma nova historia a partir do fortalecimento da autonomia e do protagonismo artístico-cultural.

Hoje o antigo Galpão industrial tornou-se palco de manifestações artísticas, discussões e reflexões contínuas sobre as políticas públicas de cultura e de ações culturais que passaram a atender as demandas de artistas e da comunidade que lhes deram o nome de Galpão de Artes de Marabá-GAM.

¹Mestre Botelho – 88 anos, colaborador do movimento cultural por meio da cessão do espaço GAM, dissemina seus saberes e fazeres, contando histórias do processo de desenvolvimento do município e região – reconhecido pela sua comunidade e pelo Minc / Ação Griô 2008.

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