Publicado por: gammaraba | janeiro 23, 2012

Fãs marabaenses lembram 30 anos sem a voz marcante de Elis Regina

 

Fenômeno Elis Regina até hoje ainda emociona

Na última semana fãs marabaenses de todas as idades lembraram os 30 anos da morte de Elis Regina, considerada uma das melhores cantoras brasileiras de todos os tempos e que faleceu no dia 19 de janeiro de 1982. Mesmo depois de décadas de sua morte a cantora deixa saudades entre seu fãs em Marabá, em 18 anos de carreira ela vendeu mais de 4 milhões de discos um recorde para a sua época.

Elis nasceu em Porto Alegre e começou sua carreira aos 11 anos em um programa de rádio para crianças, aos 16 anos lançou seu primeiro disco mas foi na década de 60 que a cantora tornou-se a grande estrela como até hoje é lembrada. “Eu adorava a presença de palco dela era inconfundível, o seu jeito de mexer os braços e suas emoções durante as suas interpretações musicais eram espetaculares, quando recebemos a notícia da sua morte aqui em Marabá foi um choque para todos”, explica a contadora Isabel Ferreira da Silva.

A cantora também era politicamente engajada e participou ativamente de movimentos contra a ditadura militar, sua interpretação transformou a canção “O Bêbado e a Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc em hino da volta do exílio.“Elis era uma mulher a frente do seu tempo, seu talento era inquestionável e sua voz e seu amor pela música era contagiante. Quando ela se foi nem era nascido ainda, mais meu pai adorava escutar suas canções, então cresci escutando sua voz e com o tempo também passei a ser mais um dos seus admiradores,” explica o jovem produtor cultural Higor Botelho.

Antonio e Higor Botelho, pai e filho dividem o mesmo amor pela voz de Elis Regina

 Outro grande admirador da cantora é um dos diretores do Galpão de Artes de Marabá, o artista plástico marabaense Antonio Botelho que inspirado pela artista desenvolve na instituição o projeto “Clube do Vinil” que tem como objetivo resgatar a memória da música popular brasileira.

“A voz e a paixão de Elis pela música me inspirou a desenvolver o “Clube do Vinil”, que através de doações da sociedade marabaense já possui um acervo de aproximadamente 2.000 exemplares de Lps de diversos cantores da música brasileira. Neste primeiro momento tivemos a preocupação em montar um acervo bem variado, em breve estaremos colocando todo esse material a disposição de todos, e claro não pode faltar Elis,” Afirma Antonio Botelho.

Os marabaenses fãs de Elis poderam acompanhar as canções da artista através da voz de sua filha Maria Rita, que a partir de março com escala em Belém com data a confirmar, ira viajar o país com a turnê “Viva Elis”, para divulgar o legado artístico e cultural de sua mãe.

 Ederson Oliveira – Jornalista Profissional DRT 1755/PA

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