Publicado por: gammaraba | janeiro 12, 2010

Exposição Visualidade Ambulante

Isopores viram obra de arte em Maraba

Caixas de isopor, o que antes servia apenas para acondicionar bebidas, vendidas em shows, feiras agropecuárias, carnaval fora de época, festas juninas, praias e praças, passou a ser um utilitário criativo, e que se tornou objeto de arte na mão do artista plástico marabaense Marcone Moreira, que abriu na última semana em Belém a exposição “Visualidade Ambulante”, que revela um pouco do universo artístico, que pode ser encontrado no dia a dia em nossa cidade. 

A exposição do artista marabaense, que esta aberta para visitação no Fórum Landi, faz parte do circuito das artes, sendo fruto do resultado da 8ª edição das bolsas de pesquisa, experimentação e criação artística, do IAP- Instituto de Artes do Pará, em que o artista foi premiado no início do ano, e que tem como objetivo, democratizar o acesso à produção artística local paraense.       

A pesquisa artística de Marcone, se concentrou em pesquisar um artigo nada intrigante à primeira vista: caixas de isopor. Monocromáticas e nada chamativas, principalmente na orla de Marabá, elas ganham tons vibrantes pelas mãos de vendedores ambulantes que as revestem com fitas adesivas coloridas e criam vários padrões de cores e formas.  

De acordo com o artista, para adquirir as caixas, ele conta que abordou os ambulantes quando estavam trabalhando. Falava um pouco do projeto e fazia a proposta de trocar a caixa usada por uma nova, além de novos rolos de fita adesiva colorida. Na maioria das abordagens, a resposta foi positiva. Durante o ano de 2009, Marcone Moreira pesquisou a relação de vinte vendedores ambulantes com suas caixas de isopor. O resultado pode ser conferido na exposição, constituída por um vídeo, uma instalação com 30 isopores e um caderno com registros do processo de criação.

“É interessante observar como se manifesta à necessidade estética do ser humano, nessas caixas ‘decoradas’. Apesar do objetivo ser o de proteção, percebemos que isso é extrapolado e surgem perguntas: como e porque escolhem determinadas cores e formas? O apelo estético da cores influencia as vendas?”, questiona Marcone.  

Segundo a Ambulante Maria Regina, que ficou surpresa em saber que seu ganha pão diário virou obra de arte, disse que nunca pensou um dia, que a caixa de isopor que carrega diariamente pela cidade, iria está exposta em uma galeria de arte, principalmente na capital.

O Artista revela atraves dos isopores a arte do dia a dia

Regina enfatiza, que quando decora sua caixa de isopor, só tem a preocupação que a mesma fique bonita, para assim atrair seus clientes. Ela ainda ressalta, que espera que este reconhecimento artístico, possa refletir numa maior valorização de seu trabalho.        

Existe na cidade a Associação dos Vendedores Ambulantes de Marabá, que surgiu da necessidade de organizá-los e garantir a atuação no comércio informal. Hoje, a entidade reúne cerca de 200 ambulantes cadastrados, a maioria são mulheres, que pela falta de emprego ou como complemento da renda familiar, estão na informalidade.

Serviço: A exposição Visualidade Ambulante, estará aberta ao publico até o dia 29 de janeiro, no Fórum Landi, Praça do Carmo, na Cidade Velha, Belém. Informações: (91) 8192-9484/ (91) 4006-2904.

ASCOM/ Ederson Oliveira

Fonte: IAP

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