Na última semana fãs marabaenses de todas as idades lembraram os 30 anos da morte de Elis Regina, considerada uma das melhores cantoras brasileiras de todos os tempos e que faleceu no dia 19 de janeiro de 1982. Mesmo depois de décadas de sua morte a cantora deixa saudades entre seu fãs em Marabá, em 18 anos de carreira ela vendeu mais de 4 milhões de discos um recorde para a sua época.
Elis nasceu em Porto Alegre e começou sua carreira aos 11 anos em um programa de rádio para crianças, aos 16 anos lançou seu primeiro disco mas foi na década de 60 que a cantora tornou-se a grande estrela como até hoje é lembrada. “Eu adorava a presença de palco dela era inconfundível, o seu jeito de mexer os braços e suas emoções durante as suas interpretações musicais eram espetaculares, quando recebemos a notícia da sua morte aqui em Marabá foi um choque para todos”, explica a contadora Isabel Ferreira da Silva.
A cantora também era politicamente engajada e participou ativamente de movimentos contra a ditadura militar, sua interpretação transformou a canção “O Bêbado e a Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc em hino da volta do exílio.“Elis era uma mulher a frente do seu tempo, seu talento era inquestionável e sua voz e seu amor pela música era contagiante. Quando ela se foi nem era nascido ainda, mais meu pai adorava escutar suas canções, então cresci escutando sua voz e com o tempo também passei a ser mais um dos seus admiradores,” explica o jovem produtor cultural Higor Botelho.
Outro grande admirador da cantora é um dos diretores do Galpão de Artes de Marabá, o artista plástico marabaense Antonio Botelho que inspirado pela artista desenvolve na instituição o projeto “Clube do Vinil” que tem como objetivo resgatar a memória da música popular brasileira.
“A voz e a paixão de Elis pela música me inspirou a desenvolver o “Clube do Vinil”, que através de doações da sociedade marabaense já possui um acervo de aproximadamente 2.000 exemplares de Lps de diversos cantores da música brasileira. Neste primeiro momento tivemos a preocupação em montar um acervo bem variado, em breve estaremos colocando todo esse material a disposição de todos, e claro não pode faltar Elis,” Afirma Antonio Botelho.
Os marabaenses fãs de Elis poderam acompanhar as canções da artista através da voz de sua filha Maria Rita, que a partir de março com escala em Belém com data a confirmar, ira viajar o país com a turnê “Viva Elis”, para divulgar o legado artístico e cultural de sua mãe.
Ederson Oliveira – Jornalista Profissional DRT 1755/PA



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